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Da mudança climática à mudança política: Solidariedade e direitos pelo Rio Grande Do Sul | Boletim #10 2024

Quinta-feira, 16 de Maio de 2024

Olá!

Seguimos consternados com a situação trágica em que se encontra o estado do Rio Grande do Sul. Até o fechamento deste boletim já foram contabilizadas 147 mortes e mais de 600 mil pessoas fora de suas casas. Além de afirmar nossa solidariedade e compromisso de ajuda, trazemos nesta edição reflexões sobre adaptação climática em função desse momento de urgência pensando nos desafios futuros para a sobrevivência da humanidade.

📩 Você vai ver também neste boletim: Saiba como e para onde doar, bem como veja outros textos e artigos com dados sobre justiça climática em perspectiva do contexto do Rio de Grande do Sul.


Nossas cidades não estão preparadas para lidar com os efeitos da emergência climática, por isso precisamos falar de adaptação climática

Diante desse caos que assola comunidades inteiras, expressamos nossa compaixão às famílias que perderam seus entes queridos, seus lares e sua segurança. É doloroso relembrar que o que aconteceu é resultado não apenas de forças naturais, mas da negligência e omissão das autoridades competentes.

Esta catástrofe ambiental nos recorda, de forma dolorosa, da urgência em adotar medidas efetivas de preservação e gestão responsável do meio ambiente e clima.


Crise climática: um projeto político e econômico

Diz respeito a um conjunto de intervenções planejadas, em diferentes áreas, para que os territórios possam lidar melhor com as consequências da emergência climática, evitando perdas materiais, de vidas e priorizando o bem estar da população. 

A tragédia no Rio Grande do Sul é mais um exemplo, violento e monumental, do que tem acontecido e do muito que está por vir. Por isso, é necessário uma corajosa mudança política, para outra economia e modelo de sociedade, se quisermos algum futuro ou adiar o fim do mundo, como lembra Ailton Krenak. 


O que é adaptação climática?

Eventos climáticos extremos têm se tornado cada vez mais comuns, ao mesmo tempo em que parlamentares, governantes e outros atores políticos atacam medidas de preservação ambiental, precarizam serviços públicos de defesa civil e vendem nossas cidades e recursos naturais aos empreendimentos privados em prol de lucros ainda maiores.

A catástrofe ambiental que agora assola o Sul é um exemplo de como os interesses econômicos predatórios e neoliberais estão acima dos direitos da coletividade e do cuidado com a natureza. Neste momento de dor e perda, a sociedade civil se ergue, mais uma vez, para levar cuidados básicos, comida, água e amparo àqueles que foram afetados por essa calamidade.

É preciso lembrar que tragédias anunciadas se concretizaram pelo descaso e que é urgente uma mudança radical na resposta que queremos e precisamos dar às crises climáticas e humanitárias daqui em diante.

Para saber mais sobre o assunto:

É ou não é? O que é verdade (e o que não é) sobre as enchentes do Rio Grande do Sul. Greenpeace 
Chuva no Sul, fogo no Norte: governo precisa agir no novo normal. Observatório do Clima.
‘NÃO TEMOS MAIS COMO EVITAR OS EVENTOS EXTREMOS’, DIZ COORDENADORA DO OBSERVATÓRIO DO CLIMA. The Intercept Brasil.
O desastre não é natural, é político. Geledes.
O que é adaptação? Glossário Confluência. Associação de Pesquisa Iyaleta.
Nota Técnica Iyaleta Nº 02 – Adaptação: desafios para transparência na governança climática no Brasil
Nota Técnica Iyaleta Nº 01 – Governança de desastres, trade-off e adaptação Norte e Nordeste do Brasil
Sumário Estratégias para Planos Nacionais de Adaptação: um caso Brasil


Religiões Afro-Brasileiras no Rio Grande do Sul

A partir de um conjunto de análises com base no Censo de 2010 e no Instituto Datafolha, que, em 2019 atualizou as informações do último recenseamento, a equipe da plataforma Religião e Poder trouxe informações curiosas sobre as religiões afro-brasileiras no Rio Grande do Sul. A análise constatou o maior percentual de afrorreligiosos no Rio Grande do Sul, superando os números deste grupo religioso em estados como a Bahia e o Rio de Janeiro.

Em território gaúcho, os habitantes autodeclarados pretos e pardos constituem cerca de 16% da população total do estado, segundo o Censo de 2010, e da população total 1,48% se autodeclaram afrorreligiosos. Na Bahia, por exemplo, onde há predominância massiva de pretos e pardos na população (76,5%), os pertencentes às religiões de matriz africana formam apenas 0,34% dos religiosos do estado.

Segundo a análise, não necessariamente o Rio Grande do Sul apresenta a maior concentração de pertencentes às religiões afro-brasileiras, mas sim, há maior liberdade entre sua população para afirmar seus credos, independentemente de qual seja, com menor possibilidade de sofrer estigmas ou ser alvo de preconceito.


Comunidades religiosas no acolhimento e enfrentamento a catástrofe ambiental no RS

Diante dessa tragédia muitas entidades, inclusive religiosas, estão se mobilizando para acolher e arrecadar doações para amparar. Terreiros, igrejas, templos, aldeias, e diferentes pessoas de fé estão se unindo para enfrentar esse momento de traumas e dores.


Como ajudar se não estou no Rio Grande do Sul?

Cozinha solidária do MTST (RS)
Pix: enchentes@apoia.se
Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (ArpinSul)
Pix: 00.479.105/0005-07
Central Única das Favelas (CUFA)
Pix: doacoes@cufa.org.br

Você também pode enviar itens nas agências de Correios de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco e Distrito Federal. 
Itens para doação:  Água potável (prioritário), alimentos de cesta básica, material de higiene pessoal, material de limpeza seco, roupas de cama e de banho e ração para pet.


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