Nossos Canais

Data da publicação

Compartilhe:

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa: Que espaço estamos construindo para a diversidade? Boletim #01 2026

Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2026

Olá! Como vai?

A intolerância religiosa no Brasil cresceu mais de 80% em 2024, segundo dados do canal de denúncias do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), o Disque 100. Quais são os caminhos para enfrentar esse cenário? 

Neste 21 de janeiro, Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, somos convocados a refletir sobre o espaço público como um território simbólico onde diferentes projetos religiosos, políticos e culturais se encontram, dialogam e, muitas vezes, entram em disputa. 

Mas, afinal, como transformar um espaço público marcado por disputas simbólicas em um território de direitos, reconhecimento e convivência democrática?

Quando a diversidade religiosa deixa de ser compreendida como um valor democrático, o espaço público se transforma em um território de exclusão e a intolerância religiosa se fortalece. Se o conhecimento dá lugar à desinformação, o conflito resulta em desigualdade. 

O ISER acredita que a intolerância religiosa se enfrenta, por um lado, com a devida, e exemplar, responsabilização dos intolerantes, mas, por outro, com conhecimento. Ao longo da nossa jornada, produzimos pesquisas sobre religião e espaço público, como o Campo Religioso Brasileiro, Intolerância Religiosa, Estado Laico e Liberdade Religiosa, contribuindo para aprofundar o debate público e fortalecer iniciativas que promovem o diálogo inter-religioso e a defesa dos direitos.

Em tempo de disputas, sejam elas de espaços ou valores, seguimos acreditando no conhecimento, diálogo e na formação como instrumentos de transformação social. Reconhecer o Dia Nacional do Combate à Intolerância Religiosa é também reafirmar a importância de construir um espaço público que acolha a diferença, que reconheça a dignidade de todas as crenças, inclusive o direito de não crer.

Neste 21 de janeiro, reafirmamos nosso compromisso com a produção de conhecimento como ferramenta para enfrentar a intolerância e fortalecer a democracia. A diversidade religiosa, o respeito às diferenças e o compromisso com os direitos humanos são caminhos possíveis para transformar o espaço público em um lugar de encontro e convivência democrática.


Neste Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, o ISER destacou quatro conteúdos que abordam a temática em parceria com o Nexo Políticas Públicas. Confira:

Glossário Intolerância Religiosa

A intolerância religiosa é uma violação do direito à liberdade religiosa. É um dos crimes de ódio que ferem a liberdade e a dignidade humana, sendo praticada por religiões dominantes frente a outras expressões de fé não hegemônicas, ou dirigidas a pessoas e grupos que não expressam alguma religião. Pode também ser praticada entre religiosos contra diferentes formas de interpretar e viver a fé dentro de uma mesma religião. 


Práticas e tradições afrorreligiosas

“Religiões afro-brasileiras” é o termo comumente adotado para fazer referência a uma gama de práticas religiosas criadas no Brasil e que reivindicam uma herança africana. Embora seja usual, esse termo não é o único empregado para tal fim. Concorrem com ele outros termos, como “religiões afro”, “religiões de matriz africana”, “religiões de matrizes africanas”, “religiões afro-indígenas”, “religiões brasileiras de matriz africana”. 


Como se organiza o campo religioso brasileiro 

Diversas análises indicam a permanência e o entranhamento da religião como agente fundamental na sociedade brasileira. É notável também que o estatuto de “religião”, como instituição religiosa hegemônica, conte com uma associação com o legado do catolicismo, este em sua complexidade histórica e versões mais ou menos institucionalizadas.


Hijab e o direito de ser muçulmana no Brasil

O “Primeiro Relatório de Islamofobia no Brasil”  aponta que as maiores vítimas de violência da comunidade muçulmana no Brasil são as mulheres que usam lenço (conhecido como “hijab”). Essas agressões acontecem, geralmente, em espaço público, mas também no trabalho, na escola/universidade, e com uma grande incidência, também, dentro das suas famílias, quando essas jovens resolvem se reverter (converter) ao Islam. 


Análises sobre religião, política, direitos e meio ambiente quinzenalmente no seu e-mail.
Inscreva-se no Boletim do ISER.


O ISER segue comprometido em qualificar o debate público. 
Acompanhe nossas redes sociais e fique por dentro das nossas ações!

Obrigado por ler até aqui.   
Até a próxima,                                                                

Equipe ISER.    


Análises sobre religião, política, direitos e meio ambiente quinzenalmente no seu e-mail.
Inscreva-se no Boletim do ISER.