Sexta-feira, 26 de junho de 2026
Olá!
Hoje o ISER celebra 56 anos! Mais de cinco décadas dedicadas à produção de conhecimento, defesa dos direitos humanos e à construção de pontes entre diversos saberes, diversidade religiosa e o encontro de diferentes gerações. Entre pesquisas, publicações, projetos, articulações e mobilizações, construímos uma trajetória marcada pelo compromisso com os direitos humanos, a democracia e a valorização da diversidade.

Como toda caminhada coletiva, é difícil mensurar o conjunto de histórias, encontros e aprendizados que fazem parte dessa trajetória. Por isso, reunimos alguns marcos que ajudam a contar como, ao longo dos anos, seguimos fortalecendo diálogos e construindo caminhos coletivos para enfrentar os desafios de cada época.
Relembre alguns marcos dessa trajetória:
Década 1970: início da nossa caminhada
Em 1974, nasceram os Cadernos do ISER, que se tornaram espaço de circulação de pesquisas e reflexões de estudiosos vinculados à instituição. Poucos anos depois, em 1977, foi criada a revista Religião & Sociedade, publicação que se consolidaria como uma das mais importantes referências para os estudos sobre religião no Brasil.
Década 1980: ampliação de pontes com o universo acadêmico
Em 1981, surge o Comunicações do ISER com o propósito de estabelecer contato mais orgânico e amplo com o mundo acadêmico. Mais de 70 Comunicações já foram publicadas desde a sua criação. Em 1985, foi lançada a publicação “O Negro Evangélico”, organizada por Regina Novaes e Maria da Graça Floriano, que marcou o debate sobre relações raciais e religião, reunindo reflexões pioneiras sobre protestantismo, pentecostalismo e questões raciais no país.
Década 1990: novos desafios e construção de diálogos em tempos de mudanças
Em 1992, o ISER realizou a primeira Vigília Inter-religiosa, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO-92). A iniciativa reuniu cerca de 30 mil pessoas e 300 lideranças de diferentes tradições religiosas. A mobilização deu origem ao Movimento Inter-Religioso (MIR-RJ) e resultou no documentário ‘Um novo dia pela Terra’. Já em 1998, o ISER lança a pesquisa Novo Nascimento – Os evangélicos em casa, na igreja e na política, uma referência nacional para compreender as transformações do campo religioso brasileiro.
Década 2000: favelas e suas dinâmicas sociais ocupam lugar central em pesquisas e projetos
Em 2004, o ISER iniciou uma agenda de trabalho sobre religiões nas prisões, reunindo pesquisadores, lideranças religiosas, pessoas egressas do sistema prisional e instituições públicas na construção de reflexões e propostas sobre justiça e direitos. No mesmo ano, foi lançada a publicação “A memória das favelas”, organizada por Regina Novaes, Christina Vital e Marilena Cunha. Em 2005, é lançada a edição Comunicações do ISER “Religiões e Prisões” por Ana Maria Quiroga, Christina Vital e Flávio Conrado.
Década 2010: mobilização e articulação inter-religiosa e socioambiental
Em 2015, nasceu o Fé no Clima, iniciativa pioneira que reúne e engaja lideranças religiosas para conscientização de suas comunidades de fé no enfrentamento à crise climática. O reconhecimento dessa trajetória veio de diferentes formas, incluindo a carta enviada pelo Papa Francisco ao ISER, no mesmo ano, em agradecimento pelo compartilhamento da Declaração Fé no Clima com o Vaticano. Quatro anos depois, em 2019, o ISER realiza III Encontro Fé no Clima, no Rio de Janeiro, reunindo lideranças religiosas e presenças como Antônio Nobre, André Trigueiro e Marina Silva.
Década 2020: fortalecimento da produção de conhecimento e formações
Em 2020, o ISER ampliou a produção de conhecimento e lançou a Plataforma Religião & Poder, que oferece dados abertos, análises e reportagens sobre a interface da religião com a política institucional. Em 2022, teve início o projeto Fé no poder que vem das bases, fortalecendo lideranças cristãs comprometidas com a promoção da cidadania e dos direitos humanos em territórios da região metropolitana do Rio de Janeiro. No mesmo ano, nasceu a formação Guerreiras pelo Desencarceramento, contribuindo para o fortalecimento de familiares na luta por justiça e direitos de pessoas privadas de liberdade. Em 2023, inicia a primeira edição do Boto Fé no Clima, que reúne jovens interessados em conectar espiritualidade e compromisso socioambiental. Já em 2025, nasce o projeto Axé-Amém, que constrói cooperações entre pessoas negras evangélicas e de terreiro, reafirmando o diálogo como caminho para enfrentar a intolerância e o racismo religioso. No mesmo ano, também foram realizadas as Vigílias pela Terra nas cinco regiões do país, culminando em uma vigília com múltiplas tradições espirituais e sociais, em Belém, durante a COP 30.
Celebrar 56 anos é honrar as raízes que nos trouxeram até aqui. Agradecemos por fazer parte dessa caminhada! Seguimos juntos fortalecendo direitos, produzindo conhecimento e ampliando horizontes de justiça, diversidade e democracia. E abrindo os olhos, a mente e as mãos para os novos desafios que temos hoje e que precisam ser enfrentados para tessitura de melhores realidades.

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