Participação reforça a luta antirracista e contra o racismo religioso
Após 10 anos, a Marcha das Mulheres Negras retorna às ruas por Reparação e Bem Viver. No dia 25 de novembro, cerca de 300 mil pessoas de todo o Brasil estiveram pelas ruas de Brasília para reivindicar o direito à memória, à segurança, dignidade e acesso a oportunidades. O ISER esteve presente com uma delegação composta por 21 pessoas, entre colaboradoras do Instituto e representantes das formações Guerreiras pelo Desencarceramento, Axé-Amém, Boto Fé no Clima e Fé no Poder que vem das Bases.
“É muito importante a presença de mulheres de territórios diversos do estado do Rio de Janeiro pisando em Brasília marchando pelo nosso direito de existir com dignidade. Nós não queremos só sobreviver, nós elaboramos planos, executamos, lideramos comunidades, territórios e famílias. A gente quer ser feliz e ter o direito de ver os nossos e nossas envelhecerem. A gente quer defender que a religião e a espiritualidade sejam espaço de diálogo e cooperação e não de violência”, enfatiza Carolina Rocha, pesquisadora de Religião e Política do ISER.
Em 2025, mais de 100 mil mulheres negras do Brasil marcharam contra o racismo, a violência e pelo bem viver e marcou um novo capítulo da luta antirracista, definindo os rumos da organização política das mulheres negras no Brasil e na América Latina. A 2ª Marcha Nacional das Mulheres Negras trouxe o legado histórico desta luta e mobilizou milhares de mulheres para reafirmar o compromisso com a Reparação e Bem Viver, projetando um futuro digno para todas.
Alicia Lima, participante da formação Axé-Amém, esteve em Brasília conosco. Para ela, esse momento foi de reencontro e união. “Participar da Marcha foi como um ato de resistência por aquelas que vieram antes de mim, por aquelas que estão ao meu lado agora e as que virão depois de mim. Foi incrível viver essa experiência”, pontua.
A participação do ISER reforça o seu compromisso com a luta antirracista e contra o racismo religioso. O ISER acredita que os encontros podem ser espaços de diálogo que fortaleçam movimentos e iniciativas em prol de direitos e resultem em produção de conhecimento, bem como as nossas formações Guerreiras pelo Desencarceramento, Axé-Amém, Boto Fé no Clima e Fé no Poder que vem das bases, contribuindo para multiplicar saberes.

