Sexta-feira, 07 de agosto de 2026
Olá!
Como a informação e a organização coletiva transformam a vida de familiares de pessoas privadas de liberdade?
É a partir desta motivação que surge o curso de formação Guerreiras pelo Desencarceramento, uma iniciativa promovida pelo ISER com esses familiares. Com o intuito de potencializar processos de luta, o Guerreiras pelo Desencarceramento entende que o fortalecimento e a formação jurídico-política de familiares de pessoas privadas de liberdade e sobreviventes do cárcere são centrais para o enfrentamento à desigualdade e à violência.
A formação caminha rumo à 5ª edição!
No dia 08 de agosto, próximo sábado, o Guerreiras pelo Desencarceramento inicia mais um ciclo, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A quinta edição retorna para o ponto de partida: em parceria com a Frente Estadual pelo Desencarceramento, coletivo que sonhou e idealizou a formação em colaboração com o ISER. O novo ciclo tem como foco promover conhecimento sobre o sistema prisional e reúne um grupo de 25 pessoas de diferentes localidades do Rio de Janeiro.
O grupo é composto majoritariamente por mulheres: mães, esposas, filhas e irmãs. São elas que sustentam os vínculos familiares com pessoas encarceradas, enfrentam filas de visitas, deslocamentos longos e uma rotina marcada pela ausência de informações sobre seus direitos.
Desde 2022, o Guerreiras pelo Desencarceramento vem ampliando saberes e mobilizando territórios. A formação já passou por diferentes cidades do estado do Rio de Janeiro: de Petrópolis a Três Rios, Campos dos Goytacazes à capital fluminense. Mais de 100 integrantes já participaram da formação e partilharam experiências e conhecimentos sobre funcionamento do sistema de justiça, abordagens policiais e formas de reivindicar seus direitos que muitas vezes lhe são negados.
Mesmo com todos os desafios e desigualdades apresentadas, o Guerreiras pelo Desencarceramento resgata o sentido da palavra humanidade. A assessora e pesquisadora de Direitos e Sistema de Justiça do ISER, Ane Rocha, afirma que o impacto da formação é imensurável. “A gente planta uma semente. Quando elas voltam, contam que ajudaram outra mãe, organizaram um grupo ou conseguiram garantir direitos para alguém da comunidade. Não tem como contabilizar isso”, pontua.
A trajetória do Guerreiras pelo Desencarceramento é construída pelo fortalecimento coletivo, acesso à informação e tem contribuído para a garantia de direitos. Para saber mais sobre o impacto da formação na vida de familiares de pessoas privadas de liberdade e sobreviventes do cárcere, o Fundo Brasil publicou uma reportagem especial sobre a iniciativa.

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