Sexta-feira, 06 de março de 2026
Olá!
Quanto vale a vida de uma mulher?
Em 2025, o Brasil registrou o maior número de feminicídios da última década; quatro mulheres foram assassinadas por dia. Foram 1.568 vidas, sonhos e famílias interrompidas. Os dados fazem parte do levantamento divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, às vésperas do 8 de março, data que simboliza a reivindicação dos direitos das mulheres, sobretudo o direito à vida.
O ano em que a sanção da Lei do Feminicídio completou dez anos também foi marcado por um luto coletivo resultado de um problema estrutural na sociedade brasileira. Desde março de 2015, quando a lei passou a classificar como feminicídio os assassinatos motivados por violência doméstica e familiar ou por menosprezo e discriminação à condição de mulher, ao menos 13.703 mulheres foram mortas no país sob essa tipificação.
Os dados revelam um padrão recorrente: dos 5.729 casos de feminicídio registrados entre 2021 e 2024, 59,4% das vítimas foram mortas pelo companheiro e 21,3% pelo ex-companheiro. Não são apenas números, são vidas interrompidas em razão de sua condição de gênero. A residência da vítima foi o local do crime em 66,3% dos casos. Se as mulheres não estão seguras dentro de seus próprios lares, qual lugar é seguro para uma mulher?
Quando a sociedade vai pôr fim ao índice de quatro mulheres mortas por dia? Quando vai parar de naturalizar mulheres tendo seus direitos violados diariamente? O feminicídio é um problema social que precisa ser enfrentado com debate, responsabilidade, políticas efetivas e compromisso coletivo. É preciso informar, mapear e nomear para reconhecer uma situação de injustiça, desigualdade e violência baseada em gênero. Informações, sobretudo qualificadas, podem salvar a vida de muitas mulheres.
Na véspera do Dia Internacional da Mulher, reforçamos: uma sociedade democrática e sustentável é aquela que cuida e protege a vida das mulheres. Neste 8 de março e todos os dias queremos mulheres vivas, seguras e sem medo. Uma vida sem violência é direito de toda mulher.
Em caso de violências, denúncias ou suporte imediato, utilize a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180.
Seguimos nessa luta coletiva para que todas as mulheres tenham seus direitos garantidos.
Um abraço,
Equipe ISER
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